Reflexão da semana
E
Jesus, tendo ouvido isto, disse-lhes: Os sãos não necessitam de médico, mas,
sim, os que estão doentes; eu não vim chamar os justos, mas, sim, os pecadores
ao arrependimento. - Marcos 2:17
Médico dos médicos, consolador de
todas as dores, descanso aos oprimidos, acalento aos que necessitam. Quando
pensa-se em Jesus Cristo, estas são apenas algumas denominações que nos vêm a
cabeça. Jesus em sua infinita calma tratava a todos os doentes corporais, ou
doentes na fé. Ele sempre cumpriu missões difíceis durante a vida, e por fim, a
mais difícil e dolorosa de todas as missões: a sua morte.
Por vezes na caminhada cristã, me
pego oferecendo curativos a feridas já cicatrizadas. São pessoas que gosto de
estar perto e oferecer ouvidos por serem pessoas agradáveis a mim. São pessoas
que nos fazem sentir bem de ajudar-lhes e estarmos ao lado. Contudo, estarei
eu, oferecendo auxilio a quem realmente necessita?
O mal do século chamado depressão
tem derrubado verdadeiras muralhas a nossa volta. O sentimento guardado para si
só, é capaz de adentrar os limites da alma e gerar sentimentos de solidão,
desamparo, desânimo, falta de fé, perca de si mesmo e por fim, perca de cristo.
O que nós como cristãos temos feito diante de situações como estas? Temos nós
dedicado algum tempo a ajudar levantar aqueles que tem caído ao nosso lado?
A dor do próximo deve ser para nós
como foi para Jesus, pois ele mesmo nos ensinava a amar-nos uns aos outros como
ele nos amou. A dor do próximo deve ser capaz de nos comover, deve ser capaz de
nos induzir a ajudar, afinal, uma vista de fora do problema oferece vários
horizontes de solução. Às vezes, uma palavra dita consegue salvar vidas.
Sem a sua consciência, posso dizer
que Jesus já te usou várias vezes para sua obra. Jesus é tão sábio que colocou
em sua boca o que necessitava de ser dito naquele momento para que a vida do
próximo fosse salva. Jesus em sua infinita bondade te agraciou com o dom da
vida resplandecida em seu rosto, para que quem te visse pudesse enxergar luz em
meio as trevas e ter esperança de continuar.
Um filho de Deus é como a lamparina
em meio a escuridão, impossível de não se ver. A sociedade é capaz de formular
uma lei que diz que “todo mundo é culpado, até que se prove o contrário”. Para
nós cristãos, a lei regimental deve ser que “Todo mundo tem um bom coração, e estes
se tornaram nossos amigos por todo sempre”. Um aparo oferecido é como a palavra
dita, sempre volta para você, e quando volta, vem carregada com todos os
sentimentos nela colocados, sejam bons ou ruins. O PRÉ conceito acerca de
alguém te distancia de pessoas que seriam benção em sua vida. Tenha sempre um
coração aberto e receptivo, para que os que necessitam de ajuda se aproximem de
você.
Por falar em bênçãos, quando
deixamos de dizer aquilo que o Espírito Santo coloca em nossa boca,
simplesmente por não nos darmos bem com alguém, nós impedimos que a benção
chegue a vida desta pessoa, ou ainda mais, impedimos a nós mesmos de sermos
abençoados. Devemos ser a imagem e semelhança de Jesus, e sinceramente irmãos,
não me lembro de qualquer passagem que narre Jesus julgando ou “de mal” de
alguém, e se esta imagem não é a de Jesus, então qual imagem temos seguido?
Ampare os que necessitam. Esteja
pronto a ajudar, e faça exatamente o que Deus lhe mandar, pois ele nunca te levará
a caminhos tortuosos. Quando enfrentamos problemas e oferecemos ajuda ao
próximo somos edificados grandiosamente, pois passamos a ver o nosso problema
como pequeno diante da batalha do outro. Ofereça-se de coração, e de coração
Deus lhe receberá. Aqueles para os quais ajudamos a levantar hoje poderão vir a
ser exatamente quem nos ajudará a levantar amanhã.
Uma
semana abençoada a todos!
Grande
Abraço!
Henrique
Lima
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